State of the Cloud 2026: insights para aplicar agora
A nuvem mudou de papel. Hoje, ela sustenta iniciativas de IA generativa, precisa equilibrar custos sem perder desempenho e exige uma gestão cada vez mais eficiente em ambientes híbridos e multi-cloud. Nesse cenário, entender para onde o mercado caminha deixou de ser uma vantagem e passou a ser uma necessidade. A edição 2026 do State of the Cloud, da Flexera, mostra como 753 líderes de TI e tecnologia estão respondendo a esses desafios.
O relatório reúne dados sobre GenAI, FinOps, multi-cloud, governança e otimização de custos, revelando as prioridades que devem orientar as decisões nos próximos anos. Neste artigo, você confere os principais insights e descobre como transformar essas tendências em ações para a estratégia de cloud da sua empresa. Além disso, a SC Clouds traduziu o relatório completo para o português, para que você possa aprofundar cada tema com mais facilidade.
GenAI: de experimento a padrão de mercado
Durante muito tempo, a IA generativa ocupou espaço em testes e projetos pontuais. Agora, esse cenário mudou. As empresas passaram da fase de experimentação para a adoção em larga escala, e os números do relatório mostram que essa transformação já está em curso. Hoje, todas as organizações entrevistadas utilizam GenAI em alguma capacidade, enquanto 81% adotam a tecnologia de forma extensiva ou limitada. Entre os serviços de nuvem pública, o uso avançou de 50% para 58% e reforçou o papel estratégico da IA na cloud.
Além disso, o uso extensivo cresceu de 36% para 45% em apenas um ano. Esse avanço mostra que a maturidade da GenAI evolui em ritmo acelerado e que as empresas ampliam o investimento para transformar ganhos pontuais em vantagem competitiva.
Ao mesmo tempo, a governança acompanha esse movimento. Atualmente, 85% das grandes empresas já contam com uma equipe dedicada ou um líder sênior responsável pela supervisão da IA. Portanto, quem ainda trata a GenAI como um projeto piloto corre o risco de ficar atrás de um mercado que já entrou em outra fase.
Nuvem híbrida e multicloud continuam no comando
À medida que as empresas expandem o uso da cloud, a infraestrutura também ganha novas camadas de complexidade. Em vez de concentrar aplicações em um único ambiente, as organizações distribuem cargas de trabalho entre diferentes provedores e combinam nuvens públicas e privadas para atender às necessidades do negócio. Como resultado, 73% das empresas já operam ambientes híbridos. Ao mesmo tempo, apenas 14% utilizam uma estratégia exclusivamente multi-cloud, sem nuvem privada.
No entanto, essa configuração nem sempre resulta de um planejamento estratégico. Fusões, aquisições e a adoção isolada de novos serviços frequentemente ampliam a complexidade da infraestrutura ao longo do tempo. Por isso, identificar se o ambiente evoluiu por decisão ou por acúmulo de iniciativas ajuda a reduzir riscos, simplificar a gestão e fortalecer a governança.
FinOps evolui: de corte de custos para geração de valor
Reduzir custos continua importante, mas já não basta. À medida que os investimentos em cloud crescem, as empresas também passam a cobrar resultados mais claros para o negócio. Por isso, o FinOps deixa de focar apenas na eficiência operacional e assume um papel cada vez mais estratégico.
Esse movimento aparece nos indicadores do relatório. Atualmente, 64% das organizações utilizam o valor gerado para as unidades de negócio como métrica de sucesso em cloud, um avanço de 12 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Enquanto isso, a eficiência de custos, embora ainda lidere o ranking, perdeu 6 pontos de relevância.
Além disso, a adoção de unit economics cresceu de 40% para 49%. Na prática, as empresas deixaram de perguntar apenas quanto gastam com cloud e passaram a avaliar qual retorno esse investimento entrega para o negócio. Portanto, quem ainda mede o sucesso do FinOps apenas pela redução da fatura corre o risco de perder espaço nas discussões estratégicas com a liderança.
State of the Cloud 2026 aponta que o desperdício de gastos voltou a crescer
Nem toda evolução reduz custos. À medida que as empresas ampliam o uso da IA e expandem seus ambientes em cloud, controlar os gastos se torna um desafio ainda maior. Como resultado, o desperdício voltou a crescer após cinco anos consecutivos de queda.
Atualmente, as organizações estimam que 29% dos gastos com nuvem acabam desperdiçados. O relatório associa esse aumento principalmente à maior complexidade dos ambientes e à adoção de novos serviços de IaaS e PaaS, que exigem uma gestão mais criteriosa dos recursos.
Ao mesmo tempo, menos da metade das organizações utiliza programas de desconto por compromisso, como Reserved Instances (RIs) e Savings Plans. Embora a adoção dessas iniciativas tenha crescido entre 3 e 4 pontos percentuais na AWS, Azure e Google Cloud, ainda existe um grande potencial de economia pouco explorado.
Por isso, otimizar custos já não depende apenas de identificar desperdícios. Também exige aproveitar os modelos de contratação mais adequados para cada ambiente.
Governança ganha peso: CCoE, FinOps e o novo papel dos MSPs
Quanto mais a cloud evolui, maior se torna o desafio de coordenar custos, segurança, IA e múltiplos ambientes. Por isso, as empresas fortalecem a governança e criam estruturas capazes de alinhar tecnologia e estratégia de negócio. Os dados do relatório refletem essa transformação.
Atualmente, 71% das organizações já contam com um Cloud Center of Excellence (CCoE), enquanto 63% mantêm equipes dedicadas de FinOps para acompanhar custos, otimizar investimentos e gerar mais valor para o negócio.
Ao mesmo tempo, os MSPs também assumem um novo papel. A dependência das médias empresas caiu de 48% para 39%, o que indica uma gestão interna mais madura. Em contrapartida, quase metade dos parceiros já planeja oferecer consultoria em IA como parte do portfólio, ampliando sua atuação para apoiar decisões estratégicas e não apenas a operação da infraestrutura. Portanto, a governança deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito para lidar com a crescente complexidade da cloud.
O que fazer com os dados do State of the Cloud agora
Cada dado apresentado neste artigo revela apenas parte do cenário. Quando analisados em conjunto, eles mostram como as empresas estão redefinindo suas estratégias de cloud para equilibrar inovação, eficiência operacional e geração de valor.
Por isso, comparar a realidade da sua empresa com as tendências do mercado é o primeiro passo para identificar oportunidades de otimização, fortalecer a governança e direcionar os próximos investimentos com mais segurança.
Baixe gratuitamente o relatório completo, traduzido para o português pela SC Clouds, e acesse todos os gráficos, comparativos por porte de empresa, análises detalhadas e tendências que estão moldando o futuro da computação em nuvem.